A 1ª Vara Criminal da Capital - Infância e Juventude, seguindo a mobilização nacional para revisar a situação de crianças e adolescentes que estão em unidades de acolhimento, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), deu início nesta segunda-feira (26) a um mutirão criminal. A expectativa é que até a próxima terça (27), mais de 90 processos sejam analisados, desafogando a unidade judiciária e dando celeridade às causas envolvendo menores infratores.
Atuando com o auxílio de seis magistrados, que conduzirão 8 audiências diariamente, promotores de Justiça, defensores públicos, advogados e servidores do Judiciário, o mutirão é uma ação promovida pela Corregedoria do CNJ, em parceria com as coordenadorias de Infância e Juventude, com o objetivo de traçar um diagnóstico da situação dos jovens abrigados, verificar quantas crianças estão nas instituições e identificar as unidades de acolhimento no país.
"A idéia do CNJ é traçar um panorama das Varas de Infância e Juventude e tentar encontrar alternativas para minimizar a atuação de crianças e jovens em crimes. Atualmente, cerca de 1100 processos estão em tramitação na 28ª Vara Cível da Capital, envolvendo vários tipos de delitos, dos mais graves aos mais leves", explicou o juiz André Gêda, que atua na Vara da Infância e da Juventude em substituição ao juiz titular.
Problemática das drogas
Ainda segundo o juiz, o envolvimento das crianças com o mundo do tráfico de entorpecentes é uma realidade muito triste, mostrada claramente no número de processos em tramitação na Vara. "A maioria dos jovens se envolve em crimes por conta das drogas. Perdem sua infância e destroem suas famílias e muitas vezes seus futuros. Deixam de ser crianças e adolescentes para se tornarem criminosos, fato que muito nos entristece", destacou o juiz.
A realização das audiências foi proposta durante o I Encontro Nacional das Coordenadorias de Infância e Juventude, que reuniu no mês de abril em Brasília todas as coordenadorias dos Tribunais de Justiçado país. Como resultado, a Corregedoria Nacional de Justiça publicou a Instrução Normativa 2, que disciplina a adoção dessa e de outras iniciativas destinadas à regularização do controle das unidades de abrigamento e de execução das medidas de acolhimento (institucional ou familiar). Entre elas está o estabelecimento de parcerias entre o Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública, a Ordem dos Advogados do Brasil, o Conselho Tutelar, universidades, entre outros. Pela Lei 12.010 de 2009, que dispõe sobre adoção e altera o Estatuto da Criança e do Adolescente, a situação dos jovens em unidades de acolhimento deve ser revista a cada seis meses.
LBM 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
ESSAS CRIANÇAS SÓ ESTÃO EM ABRIGOS A TANTO TEMPO DEVIDO A TANTA "BURROCRACIA" QUE EXISTE NO BRASIL. AS MEDIDAS DEVERIAM SER MAIS SIMPLES QUE FACILITARIAM A INSERÇÃO DESSAS CRINÇAS EM SEIO FAMILIAR ESTÁVEL, QUE IRIA GARANTIR A ELES MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA, MAS ENQUANTO AS NOSSA LEIS FOREM DESCRITAS, ESCRITAS E INTERPRETADAS POR "BURROS" CONTINUAREMOS SENDO PAÍS DE 4º MUNDO...COM CRIANÇAS SEM EDUCAÇÃO, SAUDE E NENHUMA PERSPECTIVA DE VIDA.
liane slobodian... 02 de Agosto de 2010 » postado em notícia relacionada
Espero que com essa medida do CNJ essas crianças cheguem logo às suas famílias substitutas. Essa semana em Almirante Tamandarè (PR), o lar das crianas pegou fogo e morreram uma cuidadora e uma criança de 1 ano. Quem sabe, o destino dessa criança não poderia ter sido diferente, em uma família que a adotasse.
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Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2299067/em-dois-dias-mais-de-90-processos-envolvendo-menores-serao-analisados